FÍSICO OU VIRTUAL?

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ALEXIS THULLER PAGLIARINI
Presidente Executivo da AMPRO

Por conta de mais de um ano de ausência de eventos presenciais, as ferramentas digitais se desenvolveram de forma exponencial, tornando os eventos virtuais mais acessíveis. É o “bom” efeito colateral da pandemia. De fato, boas ideias e novos caminhos são desenvolvidos premidos pela necessidade. Não à toa diz-se que a necessidade é a mãe da criatividade. O que aconteceu então foi a proliferação de eventos virtuais, alguns deles com milhões de participantes, como as lives de artistas, por exemplo.

Com  o  tempo,  a experiência virtual foi enriquecida por recursos  inovadores   com o uso de imagens e ambientes que simulam muito bem uma situação presencial. Palestrantes são inseridos em palcos virtuais, tendo fundos bem elaborados, com ricas imagens. E o público tem chance de interação on-line.

Enfim, a conclusão que se chega é que até que não tem sido ruim a experiência virtual, e com a vantagem de um custo muito menor, quando comparada com a presencial. Quer dizer então que, quando voltarmos ao tal normal, os eventos virtuais substituirão os presenciais? Hummm… não é bem assim. O virtual não substitui a experiência presencial por inteiro. Você pode até apresentar um bom conteúdo  de  forma  atraente, mas, sabemos que as pessoas não vão até os eventos apenas pelo conteúdo. O que acontece nos coffee breaks e nos corredores dos espaços pode ser até mais importante do que o conteúdo, em si. Networking, troca de ideias com seus pares, a convivência presencial, de um modo geral, são situações que continuarão muito valorizadas no momento em que os eventos presenciais forem novamente possíveis. Na verdade, a resposta à pergunta provocativa do título deste artigo é simples: o futuro não é físico nem virtual: é híbrido. Não se trata de “ou”, mas de “e”. Mesmo quando tivermos total liberdade de realizar eventos sem limitações, o aprendizado obtido durante a pandemia será bem útil para agregarmos mais público aos eventos, de forma virtual. Assim, deveremos ter a opção de participação presencial ou a virtual. Ou uma combinação das duas.

Outro aspecto positivo é a possibilidade de se contar com palestrantes remotos em eventos presenciais, viabilizando atrações antes inacessíveis. O longo período sem os eventos plenos, de interações presenciais, gera uma expectativa e uma ansiedade que deverão resultar num boom, logo após a liberação. Acredito fortemente que os eventos presenciais voltarão com força total. E agora, acrescidos de recursos virtuais, tornando a experiência ainda mais rica e eficaz. Longa vida aos eventos!

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