NADA SERÁ COMO ANTES

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Aos 80 anos, o eterno Milton Nascimento diz adeus aos palcos – mas não à música

Extraído da canção homônima, o título da ma-téria fala por si só.

Brindando uma torrente de comemorações no mesmo ano – oito décadas de existência, 60 anos de carreira e 50 do lançamento do mítico álbum “Clube da Esquina”, recentemente eleito o melhor disco da música brasileira em todos os tempos (ver box) –, Milton Nascimento elegeu 2022 para sair de cena.

Dos palcos, mas não da música. Milton, o “Bitu-ca”, anunciou que alguns possíveis discos e partici-pações especiais em obras de amigos virão. Minei-ramente, no seu ritmo atual.

E que despedida! Alavancando mais de 500 mil expectadores por palcos do Brasil e do mundo (Eu-ropa, EUA), a turnê “A Última Sessão de Música” não poderia ter sido mais triunfal.

O epílogo aconteceu, como não poderia deixar de ser, em sua amada BH, com direito a emoções á flor da pele de 50 mil devotos.
“Eu jamais poderia encerrar essa parte da mi-nha vida de tantos anos na estrada sem homenagear aqueles que me acompanham esse tempo todo: os fãs. E essa turnê foi pensada especialmen-te pra vocês!”, declarou, visivelmente emocionado.

Antes, após retornar da parte internacional do tour, o artista emplacou nove datas no Espaço Uni-med, em São Paulo – um marco. Com o feito, a casa entra literalmente para a história da música nacional.

No último deles, o penúltimo da consagrada car-reira, o cantor passou em revista os hinos da consa-grada carreira.
Bituca! Bituca! Qual arquibancada em dia de clássico, antes e durante todas as apresentações brasileiras da turnê, Milton era saudado carinhosa-mente pelo público em uníssono com o apelido.

Repertório? De arrepiar: “Ponta de Areia”, “Paula e Bebeto”, a maravilhosa “Clube da Esquina No. 2”, “Maria, Maria”, “Nos Bailes da Vida”, “Cio da Terra”, “O Que Será”, “Coração de Estudante”, “Tudo o Que Você Podia Ser”, “Cais”, “O Trem Azul”… e contando. Acompanhado de grande banda, as duas horas de show emocionavam o público com as gemas da carreira do cantor.

Retomando a leta de “Nada Será Como Antes”: “qualquer dia a gente se vê”. Obrigado, Milton.

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