Pedro Paulo Mendes e Silva

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Pedro Paulo em seu atelier
Pedro Paulo Mendes e Silva em seu ateliê - Foto: Divulgação

Conheço Pedro Paulo há uns 50 anos, em amizade sempre solidificada na cultura e na boêmia. Desde os tempos idos de Massao Ohno e Aurora Duarte, quando iniciávamos nossas atividades profissionais e culturais, ainda em sonhos, felizmente ora realizados, sempre mescladas com as noitadas saudáveis dos botequins paulistanos, aos ateliês dos principais artistas plásticos brasileiros e aos encontros sistemáticos com escritores e cineastas, principalmente em São Paulo e no Rio e que, hoje, se tornaram pilares da cultura nacional.

Dentre esses amigos de antanho, não posso deixar de citar os pintores Di Cavalcante e Noêmia Mourão, Fulvio Pennacchi e Volpi, Caciporé e Flavio de Carvalho, Maria Bonomi e Ferenc Kiss, Emanuel e Carlos Araújo, os irmãos Ianelli e Gustavo Rosa, Gruber e Rebocho, Agi Strauss e Cícero Dias, Gruber e Walter Levy, Claudio Tozzi e outros que hoje formam o Pantheon das artes no Brasil.

Pedro Paulo com Debora Vettorazzo e Fabio Porchat
Pedro Paulo com Debora Vettorazzo e Fabio Porchat – Foto: Divulgação

Bem como, intelectuais e cineastas que alicerçam nossa cultura pátria, como Glauber Rocha, Francisco Luiz de Almeida Salles, Paulo Emílio, Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos, Davi Neves, Paulo Sergio Saraceni, Person, Walter Lima Junior, Ronequito, Carlos Reichenbach, Ana Carolina, Denis Mattar, Clarice Lispector, Paulo Bomfim, Hilda Hilst, Lygia Fagundes Telles, Paulo Mendes Campos, John Hebert, Clarisse Abujamra, João Callegaro, Irco, Mario Chamie, Claudio Willer, Roberto Piva, Sábato Magaldi e tantos outros que não caberiam nesta página, sem nos olvidar dos maestros Eleazar de Carvalho, Diogo Pacheco, Júlio Medaglia, João Carlos Martins e de cantores como Chico Buarque, Jorge Ben, Simonal, Elis Regina tanto outros que alegravam nossa boêmia.

Desde essa época, dos anos dourados, Pedro Paulo Mendes e Silva atua no mercado de artes plásticas, tendo como atividades principais, edições de gravuras e produções de vídeos de arte (www.papelassinado.com.br).

Nesse período, editou mais de 80 artistas brasileiros, entre eles: Iberê Camargo, Cícero Dias, Fulvio Pennacchi, Antônio Poteiro, Siron Franco, Roberto Magalhães, Rubens Gerchmann, Ângelo de Aquino, Carlos Bracher, Inimá de Paula, Gonçalo Ivo, Leda Catunda, Iran do Espirito Santo, Paulo Pasta, Hércules Basotti, Eduardo Suede, Antonio Maluf, Macaparana, Judith Lauand, Yara Tupinambá, Marcos Coelho Benjamin, Ruben Valentin, Sacilotto, Ferreira Goullart, Ricardo Homem, Luiz Hermano, Niobe Xandó, Luiz Dolino, Luiz Áquila, Amilcar de Castro, entre outros. Além dos argentinos, León Ferrari, Jorge Pereira e Hugo De Marziani.

Paulo Rebocho com Pedro Paulo, em seu ateliê
Paulo Rebocho com Pedro Paulo – Foto: Divulgação

Realizou exposições de vários artistas na Galeria Passagem, de sua propriedade, durante oito anos. Produziu mais de 15 documentários certificados pelo Concine, exibidos em cinemas a nível nacional, parte deles comprados pelo Itamarati para distribuição nas embaixadas brasileiras no exterior e pelo Centro Cultural do Banco Itaú. Destacam-se: Mario Gruber (direção de Nelson Pereira dos Santos), Teruz, Claudio Tozzi e Jenner Augusto (direção de Fernando Coni Campos), Inimá de Paula (direção de Tizuka Yamazaki), Carlos Bracher (direção de Olivia Tavares de Araújo). No final da década de 90, passou a dirigir e produzir vídeos de arte em forma digital, destacando-se os vídeos de Wakabayashi, Aldir Mendes de Souza, Yutaka Toyota, Fang, Paulo Pasta, Eduardo Suede, Aldemir Martins, Ricardi Homen, Macaparana, Manafredo de Souza Neto, Niobe Xandó, Luiz Dolino, Luiz Áquila, Carlos Muniz e Emanoel Araújo. Em 2017 recebeu o prêmio APCA pelo conjunto de sua obra neste seguimento. Em edição atualmente tem Amilcar de Castro, Regina Silveira e Thomaz Ianelli.

Por Fabio PorchatPresidente da ALA (Academia Latino-Americana de Arte) e CEO da Supimpa Cultural