As queixas que alertam sobre a presença da apneia do sono nas diferentes faixas etárias da população

A apneia do sono é caracterizada pela interrupção do fluxo da respiração por 10 ou mais segundos durante o sono. Estas pausas podem ocorrer várias vezes durante a noite provocando fragmentação do sono e quedas de oxigênio. Ronco, engasgos noturnos, acordar com a boca seca, dores de cabeça matinais, irritabilidade, agitação e sonolência excessiva diurna são os principais sinais da apneia do sono, que vão se manifestar de maneira diferente, dependendo da faixa etária. 

Crianças podem ter apneia, apesar de homens e mulheres na menopausa serem os mais acometidos. Como é um distúrbio que piora com a idade, os idosos devem estar atentos. As apneias aumentam o risco de déficit de atenção, aprendizado, hiperatividade, alterar a curva de crescimento nas crianças, obesidade, depressão, infarto do miocárdio, derrame cerebral, hipertensão arterial, arritmia cardíaca, acidentes domésticos e de trânsito, principalmente nos adultos e idosos.

A obesidade, as doenças de nariz e garganta, muito comuns nas crianças respiradoras bucais, as desproporções entre a cabeça e a face, como queixos pequenos e para trás e hábitos como a ingestão de bebida alcoólica em excesso, tabagismo e uso de medicações sedativas aumentam o risco para apneia do sono. 

O Dr. Luciano Drager, presidente da Associação Brasileira do Sono, está à disposição para falar sobre a importância do sono para a saúde e como identificar e tratar os distúrbios do sono mais frequentes na população brasileira. 

Até 17 de março a Semana do Sono da ABS irá alertar sobre a importância da qualidade do sono

A Associação Brasileira do Sono, realizará até o dia 17 de março, em todo o país, a Semana do Sono 2024 com o tema “Oportunidade de sono a todos para saúde global”. A campanha educativa brasileira, premiada internacionalmente, acontece todo ano para promover a saúde do sono. “Nas mais variadas regiões do país uma ação conjunta, integrativa, com claro interesse para a população, onde discutiremos formas de melhorar nosso sono, destacando o tratamento de vários distúrbios do sono para que essa importante fase da vida seja plenamente respeitada e trazendo um sono mais igual para todos. Esta meta contribuiu para melhorar a saúde global”, afirma Luciano Drager, presidente da Associação Brasileira do Sono.

A Semana do Sono 2024 conta com centenas de atividades realizadas por especialistas da área. Entre as ações de forma online estão as Gotas de Sono (vídeos com dicas de profissionais), lives e webinars com informações de qualidade e as novidades das últimas pesquisas sobre sono. Já as atividades públicas, em dezenas de cidades, serão ampliadas para atingir um número ainda maior de brasileiros. “Esse ano pretendemos continuar expandindo ações com o envolvimento de mais cidades. Nos últimos anos, a nossa presença virtual foi muito importante e marcante inclusive no período da pandemia com as restrições presenciais, mas temos retomado a expansão de atividades presenciais tão relevantes nas relações pessoais”, revela Davi Sobral, coordenador da Semana do Sono.

Dormir bem auxilia na redução de doenças cardiovasculares e diabetes, fortalece o sistema imunológico, ajuda na manutenção do peso corporal saudável, consolida a memória e previne a demência, regula o humor, reduz o estresse, melhora o foco e a concentração e reduz acidentes de trabalho automobilísticos. 

Mais informações no site da Semana do Sono

Cartilha do Sono: https://semanadosono.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cartilha-semana-do-sono-2024.pdf 

Dr. Luciano Drager- Cardiologista, Presidente da Associação Brasileira do Sono

http://lattes.cnpq.br/5811068817217953 

Sobre a Associação Brasileira do Sono

https://www.instagram.com/absono/

Fundada em Agosto de 1985 com o nome Sociedade Brasileira do Sono, a instituição congrega todos os profissionais brasileiros que estudam sono, incluindo desde áreas experimentais básicas, Biólogos, Técnicos de Polissonografia, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Psicólogos, Odontologistas e Médicos. A associação é fundamentalmente desde sua origem multidisciplinar e a lista de especialistas que participam da sociedade não para de crescer.

Com o passar dos anos a sociedade se adaptou aos desafios e, desde 2005, passou a se chamar Associação Brasileira do Sono (ABS). Agrega também sob o mesmo teto e com direção compartilhada as sociedades co-irmãs: Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS) e Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS), ambas criadas para atender necessidades específicas de dentistas e médicos.

A ABS é reconhecida mundialmente. A associação promove inúmeras atividades, incluindo cursos, reuniões com a sociedade civil e com os gestores de políticas públicas, além de promover diálogo constante com a sociedade sobre os mais diversos temas relacionados ao sono. A Associação Brasileira do Sono é responsável também pelo periódico científico Sleep Science, revista publicada em inglês com reconhecimento mundial, recebendo artigos científicos originais de todas as partes do planeta.

As regionais do sono estão presentes em 22 estados do Brasil.