MÃOS À OBRA COM O PÉ NO ACELERADOR

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O automobilismo tem sido para mim uma escola e um constante parâmetro na minha vida e também para os negócios.

O nosso esporte é um dos ambientes mais competitivos e complicados do mundo, pois além da disputa na pista, exige a administração simultânea de egos, interesses, poder, fortuna, política, comunicações, globalidade, temporalidade e muito mais.

Mesmo militando neste ramo desde os anos 1980, sempre me surpreendo com as semelhanças dos negócios com o esporte. Temas como a necessidade do trabalho em equipe, dedicação e planejamento têm sido abordados com muita frequência em palestras e apresentações e tenho certeza, não são uma novidade para vocês.

Assim, eu gostaria de convidá-los nestes tempos de coronavírus, a entrar comigo no “cockpit” e rever este ano de 2020:

• Largamos em janeiro e logo fomos nos dando conta de que essa não seria uma boa corrida. No painel vimos os nossos negócios perdendo potência enquanto para frente a pista estava cada vez mais cheia de obstáculos.
• Notamos que alguns adversários tinham os mesmos ou mais problemas que nós, enquanto alguns poucos se beneficiavam daquela situação com um acerto melhor que o nosso.
• Enquanto no nosso “rádio” a mídia nos passava informações confusas, olhávamos para o céu tentando adivinhar o “tempo para frente”, mas seguimos acelerando.
• À medida que o tempo passava, notamos que alguns adversários tiveram que encarar penalidades. Será que nós também iriamos encarar um “Stop and Go”? Será que os nossos negócios seriam forçados a uma parada nos boxes? Neste momento começamos a pensar em novas estratégias. Um novo cenário e a necessidade de repensar a nossa situação.
• Para alguns, um “pit stop” para fazer ajustes enquanto outros seguiam em frente, administrando as limitações. Não importa, temos uma longa corrida e um campeonato pela frente.
• Com isso chegamos em setembro e a bandeirada ainda está longe, mas temos visto que a pista começa a melhorar nos permitindo pensar numa nova estratégia para os nossos negócios e que, de fato, a corrida continua e não podemos parar de acelerar.
• Estamos olhando em frente e acompanhando no painel como nosso equipamento está se comportando. Mas, acima de tudo, me lembro de um comentário do Ayrton Senna quando lhe perguntei sobre outro piloto: “Ele é bom, mas olha demais nos espelhos”. Para ser campeão precisamos olhar muito mais para frente do que para trás! Os 10% que olhamos nos espelhos nos mostram o que já passou e são um útil aprendizado, mas o foco olhando em frente é que nos leva a vencer a corrida.

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