Os desafios de desbravar universos ainda tão masculinos são enormes, mas hoje a empresa criou autoridade e é referência no mercado

No Dia Internacional das Mulheres, Gabryella Corrêa tem muito orgulho do que já conquistou e do que ainda está por vir nos setores onde empreende, considerados ainda bem masculinos: tecnologia e transportes. 

Desde a criação do app a partir de um caso de assédio em 2017 e com o objetivo de oferecer mais segurança no transporte para as mulheres, Gabryella destaca que sua empresa já é a maior do mundo, segundo o jornal inglês Financial Times. “Através das licenciadas, nós já estamos presentes em mais de 300 cidades brasileiras e pretendemos alcançar 400 ainda em 2024, além do exterior, começando pela Europa em países como Portugal”, diz.

Como o app só opera com mulheres, motoristas e passageiras, além de passar mais segurança para ambas, outro ponto marcante que o diferencia dos demais é a possibilidade de transportar crianças acima de 8 anos desacompanhadas – o Lady Driver é o único app que tem essa permissão – e de forma agendada, o que representa uma verdadeira rede de apoio para as famílias, sobretudo as mães, que precisam se desdobrar para levar os filhos à escola, cursos, atividades físicas, etc. O agendamento é um benefício a mais também para as motoristas, que conseguem se programar para atender a demanda e conciliar esse trabalho com as atividades em casa, com os filhos, etc. 

Para ser uma motorista da Lady Driver, a mulher precisa ter CNH e constar a observação EAR (exerce atividade remunerada). A empresa checa os antecedentes criminais e os dados na Receita Federal, tanto das motoristas quanto das passageiras, oferecendo mais segurança a todas. A taxa do app é de 25%, a melhor do mercado, enquanto outros apps semelhantes retém até 40% do valor da corrida. “Todo o nosso trabalho é direcionado para as mulheres com foco no transporte seguro e com qualidade. Nós pagamos mais e hoje estamos expandindo os licenciamentos, que dão oportunidade para outras mulheres empreenderem no setor de tecnologia”, destaca a CEO.

Números

Cerca de 10 milhões de reais foram investidos na criação do negócio e hoje o valuation está em torno de 100 milhões.

O Lady Driver está presente em 300 cidades brasileiras, sendo que em 100 delas já está em operação e o restante em fase de abertura. O número de passageiras cadastradas ultrapassa os 2 milhões, crianças são mais de 100 mil e motoristas, mais de 100 mil também. Mais de 20 milhões de chamados já foram atendidos.

“Nossa área de atuação é a de tecnologia e atualmente nós oferecemos a oportunidade das mulheres desbravarem o setor e empreender. Tecnologia é um setor ainda visto como bem masculino, mas é onde os negócios saem na frente. Nós queremos mudar esse cenário e convidamos a todas a conhecerem o negócio e serem nossas parceiras, seja como motoristas ou como licenciadas”, finaliza Correa.

Lady Driver – App de transporte particular urbano que conecta mulheres, motoristas e passageiras

Sobre a empresa: 

A Lady Driver está no mercado desde 2017 e surgiu pela necessidade de aumentar a segurança nesse tipo de transporte após um caso real de assédio. 

Hoje, a empresa está em mais de 300 cidades brasileiras, tem mais de 100 mil motoristas mulheres cadastradas, sendo 52 mil só na cidade de São Paulo. 

Além do serviço de mobilidade urbana, a startup também oferece agendamentos para transporte de crianças acima de 8 anos, a Lady Kiddos, e de idosos, a Lady Care. 

A Lady Driver baseia-se em dois pilares: a segurança de motoristas e passageiras e a independência financeira feminina. Para isso, investe constantemente em melhorias e monitoramento da plataforma, além de treinamentos contínuos para as motoristas cadastradas.