6º Expo Fórum Visite São Paulo

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Desafios da hospitalidade incluem manter pessoas qualificadas, saber comunicar-se com diversos públicos, disponibilizar a melhor tecnologia e atentar-se para as novas tendências, como o turismo da saúde Evento debate setor de eventos, turismo no Estado e a reforma tributária

A cidade de São Paulo, reconhecida pelo turismo de negócios, vive uma expansão do turismo de lazer, principalmente como destino de grandes shows musicais e diversidade gastronômica. Orientar o turista e transformar sua estadia no mais agradável possível é um diferencial.”

A afirmação é de Fernando Guinato, diretor geral do Hotel Sheraton São Paulo WTC, durante o primeiro painel do 6º Expo Fórum Visite São Paulo, evento promovido pelo São Paulo Convention & Visitors Bureau nesta terça-feira (5) na capital paulista. Ele debateu Os Novos Desafios da Hospitalidade ao lado de Daniela Pereira, gerente geral do Staybridge São Paulo, Johannes Bayer, gerente geral do Intercontinental São Paulo; e Milena Freire, diretora de vendas do Tivoli.

Daniela destacou que a hotelaria tem como desafio “conseguir pessoas qualificadas, dispostas e comprometidas. O primeiro desafio é trazer essas pessoas engajadas e comprometidas, e o segundo desafio é mantê-las. Na hotelaria, o principal desafio é o capital humano”.

Já Milena enfatizou que “precisamos entender cada nicho de negócio e saber como nos comunicar desde com o segmento gamer, por exemplo, até com o público 60+. Por isso, treinar a equipe exige um trabalho enorme – serviço, equipe e cultura da empresa. Essa tríade precisa ser mantida”.

Bayer ressaltou que a tecnologia é parte da vida dos hóspedes. “Certas tecnologias já não são mais inovação – o cliente já espera isso. Vejo a combinação da tecnologia com o bem-acolher que a hotelaria sabe fazer, a inovação combinada com engajamento, treinamento e tecnologia”.

Sobre esse tema, Daniela afirmou que “é preciso ter a melhor conectividade no hotel. A pergunta mais feita na recepção é qual é a senha do wifi”. Guinato complementou dizendo que “precisamos ter ambientes preparados e flexíveis aos hóspedes e usar a tecnologia para dar a maior comodidade possível a eles. Hoje, o principal é ter uma estrutura de internet para atender aos nossos hóspedes

Sobre o luxo na hotelaria, Milena ressaltou que “a personalização caminha cada vez mais para a simplicidade. O que vem pela frente é o turismo de saúde, a soroterapia, o turismo do sono”, antecipou a executiva.

O setor de eventos 

O segundo painel do 6º Expo Fórum Visite São Paulo abordou as renovações e oportunidades vivenciadas pelo setor de eventos. Ana Luiza Cintra, diretora do Centro de Convenções Rebouças, afirmou que, após a pandemia, os eventos voltaram em grande estilo, reforçando a importância do presencial.

Ana destacou que o tempo dos eventos foi ressignificado após a pandemia. “Cada vez mais temos menos tempo para as montagens. Outro grande desafio é a agenda ESG, com atenção para a sustentabilidade, responsabilidade social, igualdade de gênero. São questões que chegaram para ficar. O evento tem que ser bom para todo mundo”.

Para Mauricio Duval, CEO da Fiera Milano, os eventos corporativos são protagonistas no turismo. “São Paulo está se consolidando como HUB de grandes eventos no Brasil e na América Latina. A cidade é matriz de grandes corporações e atrai muitos eventos corporativos”.

O executivo revelou que o turismo de saúde vive uma expansão. “Os eventos corporativos e congressos médicos são os que possuem maior corpo médio de participantes. A pandemia nos mostrou a relevância dos eventos presenciais em muitos sentidos”.

Com percepção semelhante, o CEO do Grupo R1, Raffaele Cecere, entende que o setor de eventos oferece grandes oportunidades tanto para os novos empreendedores como para os tradicionais. “Fecharemos este ano com vinte mil eventos realizados. O setor de serviço, da hospitalidade, passa pelo crivo da vontade de fazer e de servir”.

Para Alain Baldacci, CEO do Wet’n Wild, os distritos turísticos são um dos caminhos para os eventos. “São Paulo foi o primeiro estado a decidir por decreto o primeiro lugar do Brasil onde estamos implementando os distritos turísticos. O distrito turístico de Serra Azul assemelha-se ao de Orlando. É uma atividade econômica integrada”.

O executivo explicou que os Distritos Turísticos são pensados para toda a família, com cultura, parques, entretenimento, gastronomia, shoppings e centro de convenções. Todas as manifestações estão presentes no distrito turístico de forma organizada. O Distrito Turístico de Serra Azul conecta 4 municípios e 9 empreendimentos. Isso vai ajudar a cadeia de eventos de modo muito importante”.

Turismo no interior e na capital

“Após a pandemia, as pessoas descobriram o turismo de curta distância e o interior do Estado está surpreendendo, com seus 211 municípios turísticos e é um canteiro de obras no turismo”, disse o secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena, um dos participantes do debate sobre Turismo no Interior e na Capital.

Candido Murilo Pinheiro Ramos, presidente da Associação dos Municípios de Interesse Turístico do Estado de São Paulo, afirmou que “a possibilidade de as cidades receberem recursos do governo do Estado favorece o turismo e, por consequência, garante verba para outras iniciativas. É o melhor jeito de as cidades terem mais receita para desenvolver outros setores”.

Para Alexandre de Siqueira Braga, presidente da Associação das Cidades Estância do Estado de São Paulo, “o turismo é, para muitas estâncias, sua única fonte de receita. Por isso, vimos investindo em infraestrutura com recursos do governo do Estado”.

De acordo com Rodolfo Marinho, secretário de Turismo da Cidade de São Paulo, lembrou que “a capital paulista tem vocação para o turismo de negócios, mas ela pode mais. Começou a explorar e a ter DNA para o entretenimento. O turismo tem a ver com 3 alavancas: desenvolvimento econômico, cultura e esportes. Prova disso, por exemplo, são os 120 mil empregos gerados durante os eventos realizados no Autódromo de Interlagos”.

Reforma tributária

“O setor de serviços precisa continuar unido para conquistar um regime tributário diferenciado. Precisamos avançar na lei complementar com o que se obteve na PEC 45 seja ampliado”. A informação é de Thiago Marques, do escritório Bichara Advogados, destacando que o que se pretende é um tratamento alinhado ao que se pratica fora do País.

Fabio Monteiro Lima, do escritório Lima Volpatti, destacou que a ideia da reforma tributária é transformar cinco impostos com regras diferentes em três não cumulativos e com regime idêntico. Ele informou ainda que os segmentos de hotéis, parques, aviação regional, bares e restaurantes já conquistou a “possibilidade de uma alíquota diferenciada”.

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